ALARVE, 2026

O trabalho de João dos Santos Martins explora relações entre dança, linguagem e transmissão. Para esta performance, o bailarino e coreógrafo toma o corpo como campo de negociação entre natureza e construção. O trabalho dialoga com a sua experiência pessoal de migração do meio rural para o urbano, e da ideia de adaptação — do corpo e do sujeito. Tal como o paisagista brasileiro Burle Marx entendia o jardim como uma “adequação do meio ecológico às exigências da civilização”, a migração revela um processo contínuo, muitas vezes violento, de ajuste de gestos e relações.

A dança é abordada como prática de desaprendizagem e reinvenção: um exercício de reconhecimento das camadas sociais e corporais que se acumulam na tentativa de adequar hábitos vistos como estranhos, brutos ou selvagens. Mais do que representar uma identidade, dos Santos Martins procura um campo de fricção entre noções de natureza, ruralidade e cultura. O corpo torna-se matéria em processo, na qual o dentro e o fora dialogam abrindo-se a outros modos de escuta e atenção. 

20260224 0093
José Carlos Duarte
20260224_X9A6634_vert
José Carlos Duarte
20260224_X9A6665
José Carlos Duarte
281-Museu Aberto Mac-CCb @Jafuno
Jafuno
276-Museu Aberto Mac-CCb @Jafuno
Jafuno
259-Museu Aberto Mac-CCb @Jafuno
Jafuno

⌂ FICHA TÉCNICA

De e com: João dos Santos Martins
Figurino: Darius Dolatyari-Dolatdoust ​​
Ladainha: Franz Schubert
Apoio vocal: Joana Nascimento
Coprodução: Associação Parasita, MAC/CCB Museu de Arte Contemporânea
Produção executiva: Maria Monteiro | Associação Parasita, Association Mi-Maï
Residências: Espaço Parasita, Lamia Santolino

2026


15.05
João dos Santos Martins
Offerings / The Church of Saint Mary the Virgin, New York
09.05
João dos Santos Martins
18h - Sismógrafo
27—28.03
João dos Santos Martins
Exposição "Lugar de estar: o legado Burle Marx" / 18h - MAC/CCB, Lisboa